Disseco-me em pessoa
Multidões
(Mover para…)
Primeira Janela
Primeiras Entranhas
Primeiras Paisagens
Janelas Pró-abismo
▼
Refugo/030
›
“Poder reencarnar numa pedra, num grão de pó - chora-me na alma este desejo. Cada vez acho menos sabor a tudo, mesmo a não achar sabor a na...
Refugo/029
›
“Não me encontro um sentido... A vida pesa... Toda a emoção é de mais para mim... O meu coração é um privilégio de Deus... A que cortejos ...
Refugo/028
›
“De suave e aérea a hora era uma ara onde orar. Por certo que no horóscopo do nosso encontro benéficos conjuntos culminavam. Tal, tão sedosa...
Refugo/027
›
“O povo é bom tipo . O povo nunca é humanitário. O que há de mais fundamental na criatura do povo é a atenção estreita aos seus interesses...
Refugo/026
›
“Saber ser supersticioso ainda é uma das artes que, realizadas a auge,marcam o homem superior.”
Refugo/025
›
"Tornar puramente literária a receptividade dos sentidos, e as emoções, quando acaso inferiorizem, convertê-las em matéria aparecida pa...
Refugo/024
›
"A loucura chamada afirmar, a doença chamada crer, a infâmia chamada ser feliz - tudo isto cheira a mundo, sabe à triste coisa que é a ...
Refugo/023
›
"Eu não possuo o meu corpo - como posso eu possuir com ele? Eu não possuo a minha alma - como posso possuir com ela? Não compreendo o m...
Refugo/022
›
"À minha incapacidade de viver crismei de génio, à minha cobardia cobri-a de lhe chamar requinte. Pus-me a mim, Deus dourado com ouro f...
Refugo/021
›
"Uma opinião é uma grosseria, mesmo quando não é sincera. Toda a sinceridade é uma intolerância. Não há liberais sinceros. De resto, n...
Refugo/020
›
"Conheço, translata, a sensação de ter comido de mais. Conheço-a com a sensação, não com o estômago. Há dias em que em mim se comeu de ...
Refugo/019
›
"Desde o meio do século dezoito que uma doença terrível baixou progressivamente sobre a civilização. Dezassete séculos de aspiração cri...
Refugo/018
›
" Considerar todas as coisas que nos sucedem como acidentes ou episódios de um romance, a que assistimos não com a atenção senão com a ...
Refugo/017
›
"―Notas para uma regra de vida Precisar de dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente. Aumentar a personalidad...
Refugo/016
›
“Nenhum prémio certo tem a virtude, nenhum castigo certo o pecado. Nem seria justo que houvesse tal prémio ou tal castigo. Virtude ou peca...
Refugo/015
›
“Cansamo-nos de tudo, excepto de compreender. O sentido da frase é por vezes difícil de atingir. Cansamo-nos de pensar para chegar a uma co...
Refugo/014
›
"Ler é sonhar pela mão de outrem. Ler mal e por alto é libertarmo-nos da mão que nos conduz. A superficialidade na erudição é o melho...
Refugo/013
›
"Há um grande cansaço na alma do meu coração. Entristece-me quem eu nunca fui, e não sei que espécie de saudades é a lembrança que tenh...
Refugo/012
›
" Prouvera aos deuses, meu coração triste, que o Destino tivesse um sentido! Prouvera antes ao Destino que os deuses o tivessem! Sint...
Refugo/011
›
"A Estalagem da razão A meio caminho entre a fé e a crítica está a estalagem da razão. A razão é a fé no que se pode compreender sem ...
Refugo/010
›
"Teorias metafísicas que possam dar-nos um momento a ilusão de que explicámos o inexplicável; teorias morais que possam iludir-nos uma ...
Refugo/09
›
"Não fizeram, Senhor, as vossas naus viagem mais primeira que a que o meu pensamento, no desastre deste livro, conseguiu. Cabo não dobr...
Refugo/08
›
"Nenhuma ideia brilhante consegue entrar em circulação se não agregando-a si qualquer elemento de estupidez. O pensamento colectivo é e...
Refugo/07
›
“Aquela divina e ilustre timidez que é o guarda dos tesouros e dos da regalia da alma. Ah, mas como eu desejaria lançar ao menos numa alma ...
Refugo/06
›
" Choro sobre as minhas páginas imperfeitas, mas os vindouros, se as lerem, sentirão mais com o meu choro do que sentiriam com a perfe...
Refugo/05
›
E, hoje, pensando no que tem sido a minha vida, sinto-me qualquer bicho vivo, transportado num cesto de encurvar o braço, entre duas estaçõ...
Refugo/04
›
"O céu negro ao fundo do sul do Tejo era sinistramente negro contra as asas, por contraste, vividamente brancas das gaivotas em voo in...
Refugo/03
›
Há um sono da atenção voluntária, que não sei explicar, e que frequentemente me ataca, se de coisa tão esbatida se pode dizer que ataca alg...
Refugo/02
›
“A minha imagem, tal qual eu a via nos espelhos, anda sempre ao colo da minha alma. Eu não podia ser senão curvo e débil como sou, mesmo n...
Refugo/01
›
" O único modo de estarmos de acordo com a vida é estarmos em desacordo com nós próprios.O absurdo é o divino. Estabelecer teorias, p...
Resto 480
›
C. Do Prefácio às Ficções do Interlúdio Umas figuras insiro em contos, ou em subtítulos de livros, e assino com o meu nome o que elas diz...
Resto/479b
›
"Ele mobilara - é impossível que não fosse à custa de algumas coisas essenciais - com um certo e aproximado luxo os seus dois quartos....
Resto/479a
›
" Há em Lisboa um pequeno número de restaurantes ou casas de pasto [em] que,sobre uma loja com feitio de taberna decente, se ergue uma ...
Resto/478
›
"Esse lugar activo de sensações, a minha alma, passeia às vezes comigo conscientemente pelas ruas nocturnas da cidade, nas horas tedie...
Resto/477
›
"No desalinho triste das minhas emoções confusas... Uma tristeza de crepúsculo, feita de cansaços e de renúncias falsas, um tédio de ...
Resto/476h
›
" Em mim o devaneio ininterrupto substituiu a atenção. Passei a sobrepor às coisas vistas, mesmo quando já sonhadamente vistas, outros...
Resto/476g
›
"Por isso a ideia que faço de mim é uma ideia que a muitos parecerá errada. De certo modo é errada. Mas eu sonho-me a mim próprio e de...
Resto/476f
›
"As coisas são a matéria para os meus sonhos; por isso aplico uma atenção distraidamente sobreatenta a certos detalhes do Exterior. P...
Resto/476e
›
" Por isso conheço-me inteiramente, e, através de conhecer-me inteiramente, conheço inteiramente a humanidade toda. Não há baixo impul...
Resto/476d
›
"Vendo-me de fora, como quase sempre me vejo, eu sou um inapto à acção, perturbado ante ter que dar passos e fazer gestos, inábil para...
Resto/476c
›
" O homem de ciência reconhece que a única realidade para si é ele próprio, e o único mundo real o mundo como a sua sensação lho dá. P...
Resto/476b
›
"Reduzir a sensação a uma ciência, fazer da análise psicológica um método preciso como um instrumento de micróscopio – pretensão que o...
Resto/476a
›
"Via Láctea ... com meneios de frase de uma espiritualidade venenosa... ... rituais de púrpura rota, cerimoniais misteriosos de rit...
Resto/475
›
"Viagem nunca feita IV Não desembarcar não tem cais onde se desembarque. Nunca chegar implica não chegar nunca."
Resto/474
›
"Viagem nunca feita III – Naufrágios? Não, nunca tive nenhum. Mas tenho a impressão de que todas as minhas viagens naufraguei, estand...
Resto/473
›
"Viagem nunca feita II E assim escondo-me atrás da porta, para que a Realidade, quando entra, me não veja. Escondo-me debaixo da mesa...
Resto/472b
›
"Viajei. Julgo inútil explicar-vos que não levei nem meses, nem dias, nem outra quantidade qualquer de qualquer medida de tempo a viaj...
Resto/472a
›
"Viagem nunca feita I Foi por um crepúsculo de vago outono que eu parti para essa viagem que nunca fiz. O céu – impossivelmente me re...
‹
›
Página inicial
Ver a versão da Web